MOSTRA DA SPCINE PLAY DESTACA OLHAR FEMININO SOBRE A LUTA PELA TERRA
10/07/2025Sete dos 13 títulos selecionados pelas curadoras Carol Almeida e Kênia Freitas têm mulheres na direção; conheça-os
MOSTRA NOSSA TERRA, NOSSA VOZ DESTACA OLHAR FEMININO SOBRE A LUTA PELO DIREITO À TERRA
Sete dos 13 títulos selecionados pelas curadoras Carol Almeida e Kênia Freitas têm mulheres na direção; conheça-os |
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| Já disponível gratuitamente no catálogo da Spcine Play, a mostra NOSSA TERRA, NOVA VOZ reúne documentários, longas de ficção, filmes experimentais e animações que, embora vindos de todas as partes do mundo, têm como fio condutor a luta pelo direito à terra. São, no total, 13 produções, que mapeiam e ilustram, à sua maneira, a história de povos distintos, desde a Palestina até os Andes colombianos.
Há, portanto, uma preocupação em trazer uma miscelânea de vozes para retratar o drama humano e identitário atrelado à questão da terra, no Brasil e no exterior. Em outras palavras, trata-se de uma seleção essencialmente diversa, algo que fica nítido também na lista de cineastas que integram a mostra. Afinal de contas, a seleção feita pelas curadoras Carol Almeida e Kênia Freitas dá espaço semelhante para autores e autoras. |
| Dos 13 títulos da mostra NOSSA TERRA, NOSSA VOZ, sete dos títulos têm mulheres assinando a direção; conheça-os a seguir:
Chão Estamos Todos Aqui Classificação indicativa: 12 anos |
| Seu Pai Nasceu com 100 anos, assim como o Nakba (Your Father Was Born 100 Years Old and So Was the Nakba, Estados Unidos, Líbano, Palestina, 2017) Direção: Razan AlSalah Sinopse: Oum Amin, uma avó palestina, retorna à sua casa em Haifa a partir do Google Maps street-view, pois essa é a única maneira que ela tem de poder voltar ao seu lar. Onde está Amin nesse mapa? Onde estão as fraturas nesse mapa? Duração: 7 minutos Classificação indicativa: LivreNossa Voz de Terra, Memória e Futuro (Nuestra voz de tierra, memoria y futuro, Colômbia, 1981) Direção: Marta Rodriguez, Jorge Silva Sinopse: Clássico do Novo Cinema Político Latino-Americano que registra a fundação do CRIC e a luta indígena por cultura, território e direitos. Duração: 90 minutos Classificação indicativa: 12 anosOuroboros (Ouroboros, França, Palestina, Bélgica, Catar, 2017) Direção: Basma al-Sharif Sinopse: A premissa nietzschiana do “eterno retorno” se alia ao conceito de “tempo perturbado” da Palestina, em Edward Said, para mover esse filme em círculos onde todo fim é também um começo. Um tributo experimental à Gaza a partir dos seus escombros e da impossibilidade de pensar o tempo nos termos de passado, presente e futuro quando a máquina do progresso só consegue destruir o que se encontra diante dela. Duração: 77 minutos Classificação indicativa: 12 anosNũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa! (Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa!, Brasil, 2020) Direção: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu, Roberto Romero Sinopse: Os Maxakali narram, em primeira pessoa, o impacto da presença dos brancos em suas terras, guiados pelos yãmiyxop, espíritos ancestrais. Duração: 70 minutos Classificação indicativa: Livre
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| Mãtãnãg, a Encantada (Mãtãnãg, a encantada, Brasil, 2019) Direção: Shawara Maxakali e Charles Bicalho Sinopse: Mãtãnãg segue o espírito do marido morto até a aldeia dos mortos, cruzando mundos sob a ótica espiritual Maxakali. Duração: 14 minutos Classificação indicativa: Livre |
| SERVIÇO
Mostra: NOSSA TERRA, NOSSA VOZ Curadoria: Carol Almeida e Kênia Freitas Produção: Caprisciana Produções Quando: a partir de 04/07/2025, ao longo de um ano Onde: spcineplay.com.br Quanto: gratuita Acompanhe no Instagram: @nossaterranossavoz @capriscianaproducoes @spcineplayoficial |
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| SOBRE AS CURADORAS
Carol Almeida é pesquisadora, professora e curadora de cinema. Doutora no programa de pós-graduação em Comunicação na UFPE, com pesquisa centrada no cinema contemporâneo brasileiro. Faz parte da equipe curatorial do Festival Olhar de Cinema/Curitiba, da Mostra de Cinema Árabe Feminino e da Mostra que Desejo. Participou também de comissões de seleção de filmes para festivais como Forumdoc, de Belo Horizonte, For Rainbow, de Fortaleza, e Recifest, do Recife. Fez curadoria da mostra Arquivos desobedientes: o cinema e as rasuras da história no Olhar de Cinema de 2025 e da mostra Su Friedrich e outras imagens para o invisível no Olhar de Cinema de 2022. Realiza oficinas sobre cinema brasileiro, curadoria e crítica de cinema e representação de mulheres no audiovisual. Já participou de júris em festivais como a Mostra de Cinema de Tiradentes, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Janela de Cinema, Animage, entre outros.
Kênia Freitas é professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no curso de Cinema e Audiovisual. Fez estágios de pós-doutorado (CAPES/PNPD) no programa de pós-graduação em Comunicação na UCB (2015-2018) e no programa de pós-graduação em Comunicação da Unesp (2018-2020). Doutora pela Escola da Comunicação da UFRJ (2015). Foi curadora e programadora do Cinema do Dragão (2022-23) e realizou a curadoria de diversas mostras de cinema, como: “Cines Afro-Femininos: Reimaginando Mundos” (Cinemateca de Bogotá/Colômbia) e “Mostra Afrofuturismo” (CCSP). Possui pesquisa sobre Afrofuturismo, Cinema Negro e Crítica de Cinema. Integra o Forúm Itinerante de Cinema Negro. |
| SOBRE A CAPRISCIANA PRODUÇÕES
A Caprisciana Produções é uma produtora cultural sediada no Rio de Janeiro, fundada por Hans Spelzon e dedicada ao desenvolvimento, pesquisa e realização de projetos artísticos e audiovisuais. Desde 2018, tem se destacado pela curadoria e produção de mostras de cinema, como “O Realismo Social Cinema de Mike Leigh”, “Mostra Que Desejo”, “Mostra de Cinema Árabe Feminino” e “Do Outro Lado – O Cinema de Fatih Akin”, além de produzir e colaborar com cineastas em filmes realizados no Rio de Janeiro, em Pernambuco, na Bahia e em Goiás. Com uma atuação abrangente no setor cultural, recentemente, coproduziu o longa “Apenas Coisas Boas”, de Daniel Nolasco, vencedor de três prêmios no festival Olhar de Cinema 2025. Atualmente, produz os longas “Sábio Satanás”, de Felipe André Silva, e “Isso Aqui Não é Uma Festa”, de Marcus Curvelo, ambos com previsão de lançamento para 2026. Paralelamente, ainda para este ano, prepara uma mostra sobre o realizador queer estadunidense, Todd Haynes, que ocorrerá no Centro Cultural Banco do Brasil. |
| SOBRE A SPCINE PLAY
Spcine Play é a primeira plataforma de streaming público do Brasil. Clássicos do cinema brasileiro ganharam espaço a partir da curadoria da Spcine Play, combinados à seleção de mostras e festivais de cinema, ação pioneira entre streamings, além de filmes de diretores estreantes e novas cinematografias. Saiba mais em: spcineplay.com.br |




